"Passa por mim no Rossio" - lembram-se da peça de Felipe La Féria, ou lá como se chama o homem?
Pois bem, aqui vai.
Toda a verdade... sobre o título.
Era uma vez o Alberto (nome fictício), um passador de droga. O gajo fartava-se de fazer dinheiro com aquilo, tinha uma enorme carteira de clientes, grandes carros...
Um dia recebeu uma encomenda das grandes. Vinte quilos de cocaína! Mas o gajo que encomendou queria garantir que não era enganado - tipo, espancado, roubado e tal - e marcou o encontro em pleno Rossio. O problema é que a bófia andava atrás do Alberto. Se ele mostrasse o focinho num local movimentado - tipo o Rossio - o mais provável era que fosse imediatamente preso! O que era chato.
Obviamente, o Alberto não estava para isso. Portanto, encontrou-se com um amigo num bar manhoso, entregou-lhe a mala com os 20 quilos de cocaína e disse-lhe: "A bófia anda atrás de mim. Isto é cocaína. Passa-a por mim no Rossio".
La Féria estava na mesa ao lado e ouviu isto. E o resto é história...
P.S. - Há por aí boatos sobre a origem do título "Maldita Cocaína". Alguém sabe de algum desses boatos?
06 março 2006
Ódio de estimação
Olá.
Se és daquelas pessoas que coloca um hífen em todos os verbos conjugados na 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, ficas a saber: eu odeio-te. Vês, em "odeio-te", por exemplo, o hífen só lá está porque o "te" é o pronome pessoal complemento directo de "odeio".
Não é nada pessoal... o facto de te odiar não impede que sejamos amigos. Simplesmente, quando alguém escreve "então, sempre fizes-te Análise 4?" até os pelos das pernas se me eriçam e os das nalgas batem palmas. Sim, também é por causa da simples referência a essa coisa chamada Análise 4, mas sobretudo por causa daquele hífen. Mas o que é aquilo? "fizes" é alguma forma verbal, é? Vejam só...
Ok, se calhar estás a pensar "porra, o gajo é um coninhas do caraças, não pode ver um hífen à frente...". Muito bem, então pensa nestes casos:
- "passaste" / "passas-te"
- "andaste" / "andas-te"
etc etc etc*
Pensa nisso... só mesmo naque-la ;)
*Se descobrirem mais algum caso curioso, façam o favor de dizer :)
Se és daquelas pessoas que coloca um hífen em todos os verbos conjugados na 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo, ficas a saber: eu odeio-te. Vês, em "odeio-te", por exemplo, o hífen só lá está porque o "te" é o pronome pessoal complemento directo de "odeio".
Não é nada pessoal... o facto de te odiar não impede que sejamos amigos. Simplesmente, quando alguém escreve "então, sempre fizes-te Análise 4?" até os pelos das pernas se me eriçam e os das nalgas batem palmas. Sim, também é por causa da simples referência a essa coisa chamada Análise 4, mas sobretudo por causa daquele hífen. Mas o que é aquilo? "fizes" é alguma forma verbal, é? Vejam só...
Ok, se calhar estás a pensar "porra, o gajo é um coninhas do caraças, não pode ver um hífen à frente...". Muito bem, então pensa nestes casos:
- "passaste" / "passas-te"
- "andaste" / "andas-te"
etc etc etc*
Pensa nisso... só mesmo naque-la ;)
*Se descobrirem mais algum caso curioso, façam o favor de dizer :)
03 março 2006
01 março 2006
E o Alentejo há-de ser nosso outra vez!
Meus amigos... estou revoltado!
Até se me ferve o sangue nas veias, até deito vapor pelas narinas, qual dragão enfurecido prestes a libertar a sua lendária chama sobre o vizinho de cima que às 2 da manhã é que se lembrou de mudar o sítio aos móveis e agora parece que descobriu os sapatos de sapateado que usou num baile qualquer nos anos 70!!! Estou possesso, estou completamente agastado!, irritado!, grelhado!, eu diria mais, estou completamente fod... pera lá... grelhado? Ok, também estou confundido.
E perguntam-se vocês, ó ignaros leitores destas odes que eu de vez em quando me lembro de escrever, que ventura me põe em semelhante estado? Que terá sucedido para me enfurecer as entranhas de forma tão intensa, mas tão intensa que até parece que fui fechado durante 15 dias num apartamento T0 em Armação de Pêra com o José Castelo Branco, o Roberto Leal e a Teresa Guilherme?
Pois, meus amigos, eu vos digo, em boa verdade vos digo, que tudo isto se deve a uma caixa de pioneses do Continente. Sim, pioneses.
Uma pequena caixa, em plástico transparente, com um rótulo qualquer, que comprei no fim de semana.
Ora, nesse rótulo consta o seguinte:
Pioneses
Cromados
--------------
100 pioneses
E que pensam vocês que aconteceu quando eu abri a caixa?
Não, não saltou de lá uma peça de roupa interior comestível. Isso costuma-me acontecer com o grão de bico.
Desconfiado (como qualquer bom português), fui contar os pioneses, um a um. Pois cuidam vocemecês quantos pioneses estavam na caixa? Cuidam?
NOVENTA E NOVE. Sim, 99. 100-1. Não eram 100, eram 99, porque se fossem 100 não eram 99 e eu não estava aqui a deitar vapor pelas narinas, qual dragão enfurecido prestes a libertar a sua lendária chama sobre o vizinho de cima que às 2 da manhã é que se lembrou de mudar o sítio aos móveis e agora parece que descobriu os sapatos de sapateado que usou num baile qualquer nos anos 70!!!
Tá bem que a caixa, por baixo de "100 pioneses", diz "aproximadamente"...
Mas isto não há direito, carago!!!
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