30 maio 2006

Nova previsão para o Mundial

Em conferência com uma astróloga famosa da nossa praça, cujo nome não vou revelar mas que sempre posso adiantar que é semelhante ao de uma antiga civilização sul-americana (civilização sul-americana, só antiga mesmo...) que não a Azteca, o SóMesmoNaquela está preparado para divulgar em primeiríssima mão como vai ser a carreira portuguesa no Mundial que aí vem.
Portugal-Angola
Os portugueses vão-se ver gregos (lol) para jogar decentemente. TALVEZ tenha algo a ver com o facto de o estágio ter sido feito num local cujo clima não tem NADA a ver com o clima alemão. A boa notícia é que para os angolanos ainda vai ser pior. Resultado: Portugal GANHA. À rasquinha...
Portugal-Irão
Faltas, faltas e mais faltas, algumas canelas partidas... talvez nem tanto. Mas o que é certo é que vai ser empate. Com direito a frango do Ricardo.
Jogo 3: Portugal-México
Só digo assim: sorte. Portugal ganha graças a um golo marcado nos últimos minutos. Um empate teria terminado a carreira da selecção no Mundial.
Portugal ganha o grupo D e joga com o 2º do grupo C.
Se for a Argentina, Portugal PERDE. E de que maneira...
Se for a Holanda, Portugal GANHA. Sem dificuldades.
E se ganhar.... ALEMANHA!
Sim, se chegarmos aos quartos de final, apanhamos os alemães.
E aí, não há mestre Bambo ou Cissé que nos acudam.

Pronto, agora ja sabem com o que contar. Só mesmo naquela...

26 maio 2006

O ovo ou a galinha

Pois é, meus amigos, o maior enigma de todos os tempos foi finalmente respondido! Finalmente temos a informação mais desejada de sempre! Quer dizer... a SEGUNDA informação mais desejada de sempre - a primeira é o número de telefone / endereço de e-mail da Soraia Chaves. Mas pronto, mesmo assim é importante.
Um investigador, um filósofo e um avicultor acreditam ter desvendado um dos mais velhos e populares enigmas da humanidade: saber o que surgiu primeiro – o ovo ou a galinha, segundo a edição desta sexta-feira do diário britânico The Times.
A ver, aqui.

Origem do VIH/SIDA

"Vinte e cinco anos depois do aparecimento dos primeiros casos de sida, cientistas confirmam que o vírus da imunodeficiência humana (VIH) teve origem em chimpanzés selvagens numa região remota dos Camarões, em África." in Correio da Manha

Dá que pensar sobre o caso da gripe das aves...

22 maio 2006

Nuclear

Quando o petróleo sobe, a ideia surge: construir uma central nuclear em Portugal.

Nos anos 70/80, quando Chernobyl não passava de uma localidade praticamente desconhecida no mundo ocidental e este mesmo mundo ocidental construía alegremente dezenas de centrais, numa época em que o aproveitamento de energias renováveis não era nada comparado com o de hoje, e em que o petróleo também atingia recordes, teria sido relativamente compreensível a decisão de instalar uma central nuclear em Portugal.

Mas hoje... Chernobyl já não é uma cidade anónima - é uma cidade fantasma. Aliás, toda a área num raio de mais de 40 quilómetros da antiga central nuclear é hoje um território fantasma, altamente contaminado e praticamente desértico. Dezenas de milhar de pessoas - muitas delas crianças - morreram e continuam a morrer dos efeitos adversos da radiação. A Europa e os Estados Unidos praticamente não constroem mais centrais nucleares - as que existem irão fechar no fim da vida útil. E é agora, contra a maré, ignorando estes sinais, que Portugal se vai estrear nas centrais nucleares?

Bem, talvez esteja a ser alarmista... a haver uma central nuclear em Portugal, o risco de morrer devido a um desastre nuclear seria provavelmente menor que o de morrer com um avião em cima, e no entanto não se pensa em proibir que os aviões passem no céu acima das nossas cabeças.

Tudo tem um risco. E um benefício. A questão é: o benefício de ter uma central nuclear compensa o risco? Como poderemos medir o nível de compensação num caso destes?

Deixemos para quem saiba. Não me choca que se crie um comité, composto de especialistas nacionais e estrangeiros, que analise e se pronuncie sobre esta questão. Choca-me mais a ideia de um referendo. E porquê? Por duas razões:

1 - O "povo"* é altamente influenciável. Haveria certamente partidários das duas facções (a favor e contra a central), e a história nestas coisas é clara: não ganha quem tem mais razão - ganha quem tem mais lábia. Portanto, seria tomada uma decisão sobre pressupostos errados.

2 - O "povo"* não percebe um caracol destas coisas. Muita gente saberá, assim por alto, o que é a energia nuclear. Mas poucos saberão as reais características, riscos e benefícios. E sem saber estas coisas não se pode dar uma opinião esclarecida.

Claro que o referendo faria sentido se o "povo"* fosse ensinado sobre essas características, riscos e benefícios. O problema é que, nos referendos que já houve até hoje, a promessa foi sempre a de informar e esclarecer - depois, foi o que se viu.

E tu, que achas disto da energia nuclear, e da eventual implantação de uma central nuclear em Portugal. Expressa-te, jovem! Só mesmo naquela... ;)

*P.S. - O termo "povo" é aqui usado para nomear a população em geral. As únicas excepções são os cientistas/especialistas da área.